O
revés do filtro sump
Como podem perceber, ainda pela foto nº
001, há só o suporte para barragem
no primeiro compartimento (era o antigo compartimento
dos aquecedores) e início, o propósito
era não colocar nada no aquário em
que estariam as plantas e os peixes, estocando todos
os equipamentos no filtro e na chave geral.
Entretanto, com o passar do tempo, fui surpreendido
por uma grande perda de calor na água, então
resolvi tirar a primeira estanca para que diminuísse
a força com que fluía a água
do trajeto. Para satisfação, deu certo
e constatei outro fato, os resíduos não
iam todos para o perlon, parte deles ficavam estacancados
no primeiro estágio (vide foto nº
003 e 004), propiciando um maior tempo para
saturação do perlon. Não
deixem de perceber que o fundo do primeiro é
tampado, tendo a água que passar por cima
da primeira barragem. Irrelevante a crítica
daqueles que pensam em contrário, pois prova-se
por A mais B, que em questão de tempo de
limpeza esse é o método que apresentou
melhor eficiência.
Partamos
para foto de nº 008, através
da qual poderão perceber o tormento do “filtro
sump” para aquarofilistas que optaram por um modelo
amazonense: a intensa dispersão de CO2. Porquanto,
segundo atesta alguns, é impossível
se ter um aquário amazonense com esse tipo
de filtro e dos gêneros. Mas não é!
O que realmente foi constatado é que há
sim, um aproveitamento ruim do CO2, misturado na
água, como se teria se estivesse trabalhando
com um filtro como esses oferecidos no mercado do
tipo Fluval, Millenium, Aquaclear entre outros.
Não obstante sair uma considerável
porção de bolhas por segundos, saibam
que já foi pior, pois quando se começou
o trabalho nesse aquário, trabalhávamos
com o registro – vide foto de nº 001,
peça alaranjada – totalmente aberto,
então resolvemos estrangular o fluxo de água
como bem nos ensina nosso estimado colega Sérgio
Gomes. Pronto os resultados vieram à tona,
no sentido literal da palavra, as plantas tiveram
um crescimento muito mais acelerado com bem mais
resistência. Enfim, somente gostaria de dizê-los
que infelizmente não há como se impedir
a produção de bolhas, pois segundo
a lei da física o trajeto de percurso da
água é propício para tanto.
Notem
nas fotos de nº 010, 021 ou então,
022, como foi projetado o equipamento
de fluxo reverso da água do aquário
para o filtro. Foi colocado um cano de PVC de 32
mm com boca superior de 50 mm no centro do aquário
– com flange e muito bem colado, para não
ter perigo de desencaixar-se e toda água
vir a baixo. Para melhor aproveitamento dos componentes
em grassa à paisagem, foi envolto “musgo
de Java” no cano de PVC, no qual fixou-se e naturalmente
produziu um contraste agradável.
Entretanto,
gostaria que soubessem o fato ocorrido em detrimento
ao prazer do momento. O aquário projetado
com filtro sump é de fato excelente, quanto
a diversos aspectos. Porém, enquanto exista
energia elétrica. Primeiro, atentem-se a
marca de fita branca ao lado direito nas fotos
de nº 01-04, à frente do aquário.
O filtro trabalha com nível de água
conforme mostragem em foto de nº 001.
Certa vez, quando se teve queda de energia
por cerca de 2 horas, o nível da água
do filtro começou-se a subir sem explicação.
Percebi uma das duas opções: havia
trinca no cano de PVC ou então a água
infiltravasse por entre o encaixe da flange com
o cano de PVC na base do aquário. Agora,
queiram os(as) senhores(as) desmontar um aquário
estável depois de 1 ano de adaptação,
por causa de um problema como esse, em não
se sabendo de certo qual é o ponto deficiente
que provoca o aumento do nível da água
no filtro, e sejam sujeitos de mera experiência
de pessoas que querem só vender produtos
e não se importam com a qualidade dos mesmos
e com as condições em que se apresentam
seus clientes.
Ainda
para aqueles que cogitem ao uso do filtro sump com
caixa de coleta, afirma-se que também atende
aos mesmos requisitos problemáticos do aquário
projetado com cano de PVC. Ao passo que apresenta
o problema da infiltração de água,
aquele – caixa coletora – a medida que se passa
o tempo vai se juntando uma gosma marrom no seu
vidro que não há como limpar, pois
sua boca é tampada por uma tela acrílica,
conhecida por colméia. E se por acaso não
juntar essa gosma marrom no vidro, será o
local próprio para produção
de algas. Além disso, se a questão
é se ter um aquário plantado com caixa
coletora, há outro problema: a natural desintegração
das plantas acumulam-se na colméia acrílica
provocando barragem da água e há casos
em que entope a passagem da água e a bomba
submersa continua mandando água para o aquário
e desta forma, por conseguinte, transborda o aquário
e enfim, problemas e mais problemas.
O
contrapeso para quantidade de bolhas produzidas
Através da figura de nº 011, poderão
percebam que foi adicionado um injetor de CO2, com
reguladora
convencional e uma de precisão e válvula
de solenóide ligada ao timer, para controlar
a quantidade de mistura do agente na água.
Foi regulada para três bolhas para cada 5
segundos (3 bolhas/ 5 segundos) sendo satisfatoria.
Notamos que antes de colocarmos em funcionamento
o injetor, as plantas se soltavam, apodreciam e
naturalmente ficavam fracas; após, o resultado
foi aparecendo, as raízes se fortificaram
e os caules e folhas com um verde notável,
desde então não houve mais problemas.
Outros
recursos não menos relevantes
O aquário foi projetado com laterita granulada
e concentrada, com Crypto pastilhas e Outros Fertilizantes
industrializados.
Quanto a iluminação, posso lhes afirmar
que não segue ao principio básico
de litros/watts (0,5W/L). Vejam através da
foto de nº 017 que há somente três
lâmpadas, duas convencionais luz do dia com
40W cada uma (aproximadamente 5.400 K) e outra
Coralife 20.000 K de temperatura de cor).
O
valor da experiência
Atualmente, o aquário em tela foi totalmente
projetado, sendo trabalhado com dois filtros Fluval
304, duas lâmpadas HQI de 150W com 10.000
K, com substrato de Terra Plant Grower, laterita
e fertilizantes específicos e fundamentalmente
com discos e plantas.
O
resultado é incomparável, inclusive
se tratando da manutenção, praticidade
e design..