Conceitos
Gerais:
O
lagostim vermelho da Lousiana vendido nas lojas como “lagosta de água
doce” ou simplesmente “lagosta vermelha”, possui hábitos noturnos
e é agressivo com peixes de várias espécies, portanto
não é indicado para aquários comunitários.
Embora haja muita polêmica quando a seu comportamento agressivo e
muitas pessoas o criem em aquários muito iluminados juntamente com
ciclídeos africanos ou com peixes de natação mais
lenta sem presenciarem ataques repentinos, ou tentativas de ataque, o habitat
e o comportamento do lagostim não é parecido com o dos condrichthyes
e esse fato pode causar estresse tanto no crustáceo quanto nos peixes,
criando um estado de alerta permanente.
A
dieta do lagostim da Lousiana pode e deve ser variada para que suas cores
tornem-se vívidas e para conservar o espécime saudável.
O comportamento do lagostim é inadequado para um aquário
comunitário porque além de devorar todas as algas e plantas
do mesmo ele necessita de tocas de pedra para se esconder da claridade
ou da luz artificial, seja esta fluorescente ou incandescente. A pessoa
que adquire um lagostim achando que o verá caminhar pelo fundo do
aquário com a luz artificial ligada e que este será totalmente
inofensivo aos demais habitantes do aquário terá muitas surpresas
desagradáveis. Além de este passar a maior parte do dia escondido
em tocas ou em posição de ataque (em caso do aquário
não possuir tocas), ele tem o hábito de perseguir peixes
de natação lenta e escalar tudo o que puder (algas, pedras
e até mesmo a moto bomba submersa) podendo sair do aquário
e permanecer horas fora d’ água. No entanto, não há
a necessidade de colocá-lo em um aquaterrário, o lagostim
é aquático e morre se sua carapaça secar.
É
interessante observar as constantes trocas que este crustáceo faz
para crescer. Este processo é chamado ecdise ou simplesmente “muda”
e enquanto a nova carapaça quitinosa estiver se formando por baixo
da antiga casca, observa-se uma notável mudança de cor e
de comportamento, o lagostim permanece mais quieto e escondido, daí
o fato da necessidade das tocas, pois se houver mais de um espécime
de lagostim da Louisiana no aquário, o mesmo pode aproveitar-se
desse momento em que o outro está vulnerável (período
que dura de 2 a 3 dias até que a nova carapaça adquira firmeza
suficiente para defesa) e devorá-lo.
É
bom ressaltar que a carapaça abandonada deve ser deixada no aquário
para que o lagostim se alimente das vitaminas e de outras substâncias
orgânicas que ajudará no enrijecimento da nova carapaça.
Alimentação:
2 x ao dia, ração tetra diskus, cenoura crua em pedaços,
algas ou escarola.
Tamanho
mínimo do aquário: 80 Litros
Reprodução:
Sexuada com fecundação interna, a fêmea carrega os
ovos embaixo do abdome e quase não se alimenta no período
da gestação, podendo tornar-se muito agressiva. Nesse período
as trocas de água devem ser reduzidas.
Após
a eclosão dos ovos o macho deve ser separado e os lagostins recém-eclodidos
devem permanecer junto a mãe e na mesma água em que houve
a eclosão. A alimentação da fêmea deve ser reforçada
para que não ataque sua cria e a temperatura deve ser mantida
entre 25 – 27° C.
Agradecimentos
a Tatiana Honegger
Todos
os Direitos Reservados a Autora
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A
classificação completa do lagostim da Louisiana, bem como
informações mais detalhadas podem ser encontradas no site
http://www.lagostim.hpg.com.br
cujo link está acessível através
do banner abaixo:
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